Ao quebrar meu círculo de conforto deixando de lado meu sofá, a leitura, a sala de áudio e tv, meus contatos pela Net por saudáveis pedaladas na minha Caloy 10, não imaginava que veria de tão perto, o acaso tornando-se por acaso, presente diante dos meus olhos.
O dia amanheceu ensolarado e não foi difícil optar por um passeio até o distante povoado Octaviano Alves. A brisa suave em meu rosto, o chilrear das aves amigas, os respingos de água trazidos pelos pneus velozes, o sol que teimava em ofuscar meus olhos, deixavam em meu corpo a sensação de felicidade e infinito prazer.
Aproximava-se o instante em que entraria na Br 242, já infestada de grandes caminhões. O perigo iminente servia para que os sentidos de alerta fossem acionados e não deixassem obstruir minha vontade de descer para o rio do Porto, em meio aos veículos menores, que competiam velozes, com ultrapassagens nem sempre precisas. A descida foi rápida, pois de velocidade também estava bem servido. A bike speed conduzida por veterano e destemido cinqüentão não fez feio, e logo estava passando pela Ponte do Porto que antecede o prévio destino, o Tanquinho, no Povoado acima citado. A leveza e rapidez de antes agora contrastava pela força física que teria que dispensar, pois iniciava um trecho em subida, longo e bem cansativo.
Infelizmente, a estatística mostra que nessa baixada entre a subestação de Luz, Coelba e o Porto, já ocorreram inúmeros acidentes fatais com causas nem sempre de falha humana, mas provavelmente por defeitos e ou erros quando da construção da pista. Cito como exemplo o tão conhecido trecho, A Cesta do Povo, responsável pelas mortes de tantos motoristas e de seus acompanhantes.
Vale ressaltar que a citação anterior se fez necessária, uma vez que sou nativo, conhecedor de muitas histórias de acidentes por ali, e, portanto, ciclista por opção, havia de precaver-me porque sempre faço esse percurso.
No domingo último, 16.09.2007, houve mais um acidente, porém sem vítima fatal. Devo explicitar de forma sucinta quando afirmo: Nada acontece por acaso!
O sol escaldante, a respiração ofegante pelo esforço da subida, fazia perceber nos músculos, o ácido lácteo em total ardor. Não ouvi, em detrimento dos fortes ventos que faziam naquele momento, o barulho de um desgovernado caminhão que sem direção, tombara a poucos minutos de onde com certeza, eu havia passado. Naquele exato lugar, parei pra tomar água. Não foi por acaso que tive minha vida poupada. Algo superior, uma força maior que não sei explicar, fez com que me adiantasse e não me expusesse ao perigo fatal de estar sob aqueles escombros.
Não mais que dez minutos depois de chegar ao destino, fui informado do acidente. Ouvi os relatos e percebi que uma viatura havia passado por mim e logo em seguida os bombeiros também. Algo tinha acontecido e com certeza, não foi por acaso que nada tivesse visto ou percebido de anormal. Tudo me leva a crer em um verdadeiro milagre.
Ao finalizar, agradeço a Deus por não se cansar de cuidar daqueles que nele crêem e que com sua mão protetora, deu mais uma prova que o acaso não existe.
Incidentes a parte, de volta ao meu lar, uma lição de vida: Não importa quais perigos esteja exposto. Valerá a pena correr os riscos, se busco a felicidade e minha paz interior.
A vida será plena quando os sonhos forem exeqüíveis.
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Rômulo.
É meu amigo, como sempre falamos quando não é chegada a nossa hora Deus sempre esta presente de alguma forma, e grasças a ele vc podem ainda desfruta por muito mais tempo das alegrias que a vida ira lhe proporcina.
ResponderExcluirabraços
kikiu