


E S C O T I S M O - Uma opção inteligente!
Baden Powell, um famoso Lorde inglês, idealizou e criou esse movimento em 1907. Sua primeira experiência como líder foi quando acampou com vinte jovens e teve a oportunidade de ministrar-lhes conceitos de primeiros socorros, de observação, orientação e segurança. A idéia foi um sucesso e o escotismo cresceu e se espalhou por vários países do mundo. O movimento é de caráter educacional, sem fins lucrativos, e tem como objetivo principal, levar aos jovens a chance de desenvolverem valores baseados na amizade, respeito, fraternidade e sempre cuidar do meio ambiente em respeito à natureza.
Baden Powell, um famoso Lorde inglês, idealizou e criou esse movimento em 1907. Sua primeira experiência como líder foi quando acampou com vinte jovens e teve a oportunidade de ministrar-lhes conceitos de primeiros socorros, de observação, orientação e segurança. A idéia foi um sucesso e o escotismo cresceu e se espalhou por vários países do mundo. O movimento é de caráter educacional, sem fins lucrativos, e tem como objetivo principal, levar aos jovens a chance de desenvolverem valores baseados na amizade, respeito, fraternidade e sempre cuidar do meio ambiente em respeito à natureza.
Escoteiros - Tropa Baden-Powell.
O grupo de escoteiros de Lençóis foi fundado por David Blackboard, um americano a serviço no Brasil como Voluntário da Paz e o Sr. Olímpio Senna, um nosso conterrâneo. Tínhamos presença garantida nas excursões, pois os nossos pais confiavam nos líderes. Sempre à noite, ao redor de uma fogueira e depois de cantarmos o Hino aos Escoteiros, éramos liberados pra brincar. Na verdade, as atividades lúdicas quase todas eram direcionadas de maneira sutil ao aprendizado do grupo. Pra nós, tudo bem! As boas ações, pré-requisito de um autêntico escoteiro, eram praticadas às vezes ao final das brincadeiras quando aprendíamos a fazer Torniquetes, Macas e Tipóias. Isso na verdade nos servia como verificação de aprendizado, e motivados, até parecíamos ser, artesãos.
O grupo de escoteiros de Lençóis foi fundado por David Blackboard, um americano a serviço no Brasil como Voluntário da Paz e o Sr. Olímpio Senna, um nosso conterrâneo. Tínhamos presença garantida nas excursões, pois os nossos pais confiavam nos líderes. Sempre à noite, ao redor de uma fogueira e depois de cantarmos o Hino aos Escoteiros, éramos liberados pra brincar. Na verdade, as atividades lúdicas quase todas eram direcionadas de maneira sutil ao aprendizado do grupo. Pra nós, tudo bem! As boas ações, pré-requisito de um autêntico escoteiro, eram praticadas às vezes ao final das brincadeiras quando aprendíamos a fazer Torniquetes, Macas e Tipóias. Isso na verdade nos servia como verificação de aprendizado, e motivados, até parecíamos ser, artesãos.
A fitoterapia, exigida no simulado de sobrevivência no mato, a orientação pelos astros, e o uso com eficiência dos “Nós de Escoteiros”, fazia-nos sentir em segurança. Reflito: Deus, o bom Pastor, teria sido escoteiro um dia? Por certo, que não. Mas, nos protegia.
Não se registrou na história da Tropa Baden Powell, em Lençóis, um caso sequer de ataque por cobras, animais de hábito noturno e nenhum incidente que viesse nos amedrontar. Contarei alguns episódios do nosso dia-a-dia, também verificados à noite! Às margens do Rio São José, montamos acampamento na propriedade Curupaiti. Estávamos todos na formação do círculo do fogo, quando quebrando regras, canta o desentoado companheiro de patrulha, Humberto, divergindo do Hino Nacional por nós entoado, uma música de cunho imoral. O chefe David se irrita e mesmo com seu parco português, entende também que os gestos e palavrões eram a ele dirigidos e pune o indisciplinado por desrespeito também à Pátria. A noite fria e o vento faziam companhia aos chefes que à porta da Casa de Farinha, montavam guarda. Acordamos já em alta madrugada com choro e gritos de dor, vindos do cantor de meia tigela que adoentado, foi levado nas costas pelo chefe por quilômetros até a cidade. Às vezes as lições eram a nós repassadas, pelas atitudes virtuosas dos empenhados líderes de nossa Tropa.
Não se registrou na história da Tropa Baden Powell, em Lençóis, um caso sequer de ataque por cobras, animais de hábito noturno e nenhum incidente que viesse nos amedrontar. Contarei alguns episódios do nosso dia-a-dia, também verificados à noite! Às margens do Rio São José, montamos acampamento na propriedade Curupaiti. Estávamos todos na formação do círculo do fogo, quando quebrando regras, canta o desentoado companheiro de patrulha, Humberto, divergindo do Hino Nacional por nós entoado, uma música de cunho imoral. O chefe David se irrita e mesmo com seu parco português, entende também que os gestos e palavrões eram a ele dirigidos e pune o indisciplinado por desrespeito também à Pátria. A noite fria e o vento faziam companhia aos chefes que à porta da Casa de Farinha, montavam guarda. Acordamos já em alta madrugada com choro e gritos de dor, vindos do cantor de meia tigela que adoentado, foi levado nas costas pelo chefe por quilômetros até a cidade. Às vezes as lições eram a nós repassadas, pelas atitudes virtuosas dos empenhados líderes de nossa Tropa.
As barracas de lona e com listras verdes foram erguidas, dessa vez no Sítio de Dona Ponem, na trilha Pai Inácio - Lençóis. A anfitriã destemida, mas não tão grande quanto nos parecia, com uma espingarda às costas se dizia ótima caçadora de pacas e mocós.
Depois das aulas teóricas e aplicação de testes pelos Monitores, atendendo ao seu chamado, corríamos para a natureza, que sem modéstia abria-se para nós como se uma Faculdade de Ciências fosse, e disso soubemos tirar proveito. Cada planta, flor ou inseto nos fazia vivenciar na prática, tudo aquilo que teoricamente nos fizeram aprender. Saciados com as delícias do saber, quase nos esquecemos do chão sob as mangueiras, repleto de frutos a nos esperar. Não satisfeito abri a lata de sardinhas, marca Coqueiro, e comi todas elas com um pão amassado e cheirando a mofo. Minha língua não parava de inchar e já sem poder falar, apontava a lata de conservas que vencida deveria estar. Chateado e sem querer voltar, vi minha língua que na boca já não cabia, e aterrorizado, me pus a chorar. O choro não era de dor e sim de pânico pois temia não poder respirar.
Depois das aulas teóricas e aplicação de testes pelos Monitores, atendendo ao seu chamado, corríamos para a natureza, que sem modéstia abria-se para nós como se uma Faculdade de Ciências fosse, e disso soubemos tirar proveito. Cada planta, flor ou inseto nos fazia vivenciar na prática, tudo aquilo que teoricamente nos fizeram aprender. Saciados com as delícias do saber, quase nos esquecemos do chão sob as mangueiras, repleto de frutos a nos esperar. Não satisfeito abri a lata de sardinhas, marca Coqueiro, e comi todas elas com um pão amassado e cheirando a mofo. Minha língua não parava de inchar e já sem poder falar, apontava a lata de conservas que vencida deveria estar. Chateado e sem querer voltar, vi minha língua que na boca já não cabia, e aterrorizado, me pus a chorar. O choro não era de dor e sim de pânico pois temia não poder respirar.
Os escoteiros são divididos em grupos, de acordo com suas idades. No Brasil, temos a seguinte divisão: Lobinho (7 a 10 anos), Escoteiro (11 a 14 anos), Sênior (15 a 17 anos), e Pioneiro (18 a 21 anos). Um jovem que se apoiado pela família conseguisse infiltrar nesse movimento, aprenderia dentre outras coisas a respeitar os símbolos nacionais, teria obediência aos chefes não por temê-los, mormente para absorver as orientações. Pratiquei escotismo dos onze aos catorze anos e fui um Sub-Chefe da Patrulha Leão.
Muitos amigos de infância, escoteiros de outrora, se lançaram ao mundo, hoje cidadãos. Com a determinação de um escoteiro que fui, afirmo não ter o tempo conseguido fazer-me esquecer os ensinamentos adquiridos. Uma vez escoteiro, sempre um escoteiro. Quisera contentar-me com suas lembranças sem que preciso fosse citar seus nomes. David e Olímpio, nossos líderes, Alberto Morais, Pedro Paulo, Raimundo Barros, Hilton Alcântara, Joilson, Sinval, meus irmãos, Augusto e Pedro, João de Neuza, Renato Rôla, José David, Jânio e tantos outros. Sou solidário aos amigos contemporâneos, que obstados por pais possessivos e inscientes, deixaram de participar desse movimento sabidamente sério e tão útil para a socialização e formação do caráter de um cidadão. A cada amigo citado, uma saudade. A cada excursão realizada, uma experiência de vida.
Dedico esse texto a Davi Americano, assim o chamávamos, não apenas por nos ter chefiado, sobretudo por ele ter surgido em nossas vidas com ideais e propósitos de nos ajudar. Também o escrevi em homenagem a todos os escoteiros do passado pelas boas ações praticadas por eles no escotismo, e principalmente junto à nossa comunidade.
O lema do escoteiro “Sempre Alerta” ou “Be Prepared” (esteja preparado), contrariando a lógica, pouco serviu ao competente Chefe dos Escoteiros, ante a morte sorrateira que em segundos tirou-lhe a vida, num estúpido acidente com uma descarga elétrica naquela chuvosa noite de temporal. (Fato ocorrido anos depois, já em Recife, sua última residência no Brasil.
Obrigado, Sir David por nos preparar pra sermos probos cidadãos.
Almejo que a idéia de revitalização do Escotismo em Lençóis seja de fato exequível, e que o novo movimento possa ser liderado também por homens livres e de bons costumes, como bem o fez Edgar (Gadu), num passado recente.
Rômulo Bispo. “SEMPRE ALERTA PARA SERVIR” Deus, Amor e Pátria.
Almejo que a idéia de revitalização do Escotismo em Lençóis seja de fato exequível, e que o novo movimento possa ser liderado também por homens livres e de bons costumes, como bem o fez Edgar (Gadu), num passado recente.
Rômulo Bispo. “SEMPRE ALERTA PARA SERVIR” Deus, Amor e Pátria.
03.06.2009
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