O S F I L H O S
Fui agraciado com três deles, e com igual comoção lia dos testes preliminares, o resultado sempre positivo, em cada um dos eventos. O nascimento era pra mim singular momento de reflexão, pois sentia que Deus em sua infinita bondade, presenteava-me sem contra-partida; em compensação, jamais o decepcionaria.
Experiência inusitada, mas gratificante, decorreu do meu contato com aquela menina pequena, que se chamaria Milena. Nascia em 1979 - Ano Internacional da Criança, a minha tão esperada, primogênita!
Não estávamos sozinhos naquele desafio primeiro, vez que o suporte familiar clamava por cooperar conosco, e isso foi fundamental.
Maria Andrade, tia-avó abnegada, teve relevante influência na criação e na formação dos nossos filhos.
Intelectual notável, essa mulher, minha segunda sogra, escolheu nunca procriar, mas ironicamente, criou!
Fez como poucas teriam feito, o papel de Mãe, de educadora e de conselheira, ao assumir como se fora sua, a filha da irmã, não menos idolatrada. Credito também às tias tão amorosas, o mérito da participação.
Resultante de prévio acordo, surge não por acaso, Ricardo o nosso segundo filho. Um menino forte, sadio, e que à semelhança da Mãe, Cássia, fazia suscitar das visitas, elogios também por ser ele, muito bonito!
Crescia rápido, e de repente ficava surpreso com suas peraltices. Ao chegar do trabalho ficava radiante com os relatos, mas, em detrimento do serviço, não podia acompanhar, mormente em dias úteis, os meus filhos.
A participação familiar foi importante e decisiva! Ricardo, qual Milena, contava com mais um reforço; Dona Alda, uma professora super exigente, tia deles, que os orientava no aprendizado extra escolar; com afinco. Dona Elza, a outra tia, tão meiga quanto as outras, ministrava-lhes boas maneiras, traço presente até hoje.
Ah, lembro-me e eles também de "Beata", uma serviçal negra de alma branca, que os entretinha com seus causos e estórias. Por mim, demonstrava simpatia, e em tom de pilhéria, me chamava de "Romiu" o caixa do Banco do Brasil, única pessoa em quem confiava pra receber seu benefício da aposentadoria.
Beatriz, seu verdadeiro nome, batizara aquela mulher miúda e servidora, que certamente devíamos favores.
Amo todos os meus filhos, e Michelle a última filha a nascer, foi para nós como uma estrela brilhante que surgiu e encheu de luz as nossas vidas. É provável, e o tempo nos ajudou a concluir, até pela sua personalidade marcante, que seu nascimento veio contrariar a máxima: "três é demais", quando nos induz o velho ditado a aceitar que: "um é pouco" e "dois seria bom", por certo! Ledo engano!
Jamais iria prescindir da nossa linda caçula, garota inteligente e afetuosa, beneficiada por extensão divina com a bênção da gravidez. Muito em breve em complemento à nossa felicidade, nascerá Fernanda, a sua primogênita. Mas não para por aí... Milena, deu à luz a Maria Luísa, nossa neta, que apenas com um ano e meio, disse a todos a que veio; tornar mais feliz aquele que dela se aproximar! Qual "Maria", Luísa é Luz!
É provável não ter sido o Pai Perfeito, mas não tive essa pretensão, inda que estivesse bem próximo disso. Pautei minha vida na simplicidade, e fiz dos exemplos, ensinamentos. Confirmo sem modéstia ter colhido assim, dos meus filhos, resultados impressionantes. Com eles, e para nossos netos, o poder dos exemplos.
O ser humano, inconformado como sempre, esqueceu de evoluir espiritualmente, por se sentir realizado. Quantos de nós, pais e até mesmo avós, perdemos a chance de corrigir com acertos as falhas do passado.
Por certo, ei de considerar a evolução no plano material, um grande feito, mas nunca será uma realização.
A realização se dá quando conciliamos para o benefício de muitos, aquilo que apenas poucos têm acesso!
ACREDITEMOS em DEUS, sempre, e AMEMOS MAIS aos NOSSOS FAMILIARES.
Fim
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